Extensão universitária: entre a reproduçãoe a transformação social
DOI:
https://doi.org/10.14409/extension.2025.23(Jul-Dic).e0002Palavras-chave:
extensão universitária, transformação social, abordagens, emancipação, justiça socialResumo
O texto analisa as diferentes abordagens da extensão universitária no Brasil, destacando seu papel na articulação entre ensino, pesquisa e demandas sociais. São discutidas cinco abordagens principais: missionária/filantrópica, profissionalizante, assistencialista, mercantilista e popular/ emancipatória. A abordagem missionária enfoca a difusão cultural e científica de forma unilateral, enquanto a profissionalizante prioriza a formação técnica para o mercado.
A assistencialista atua na mitigação de carências imediatas, mas sem questionar desigualdades estruturais. A mercantilista subordina a extensão à lógica de mercado, transformando-a em serviço comercializável. Já a abordagem popular/emancipatória propõe uma relação dialógica entre universidade e sociedade, visando a transformação social e a autonomia das comunidades. O texto conclui que a extensão universitária deve superar práticas assistencialistas e mercantilistas, fortalecendo ações emancipatórias que promovam justiça social e cidadania.
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